Primeiro Encontro para Mamães e Gestantes
Este blog se destina a conscientizar e a orientar a mulher (e aos homens antenados) sobre a importância da fisioterapia pélvica na saúde e sexualidade feminina. Temas como prazer, vaginismo, vulvodinia, orgasmo, gravidez, pós- parto, menopausa, incontinências urinária e fecal entre outros serão abordados com a visão fisioterapêutica. Então, se você quer conhecer um pouco mais de si própria seja bem vinda!
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
Mitos e Verdades sobre os Brinquedos Eróticos
Os brinquedos eróticos não são novidade ou
algo apenas da civilização contemporânea. Eles remontam da pré-história e se
mantém mais vivos que nunca na atualidade, embora ainda cercados de tabus. Muitas
pessoas se sentem constrangidas em adquiri-los, não sabem muito a respeito e
perdem a oportunidade de usar um instrumento que pode ser de grande auxilio no autoconhecimento e na busca do prazer. Além disso,
muitos acreditam que o sexo passa a ser artificial ou temem ser substituídos
pelo vibrador.
Mas esse cenário está mudando. Segundo duas
pesquisas americanas publicadas no The Journal
of Sexual Medicine com mais de 3.000 americanos homens e mulheres entre
18 e 60 anos, descobriu-se que cerca de 53% das mulheres e quase metade dos
homens relataram uso de brinquedos eróticos, seja
sozinho ou com parceria (o). As pesquisas ainda concluíram que o uso de
brinquedos eróticos está associado a uma melhor função sexual, refletindo na
melhora do desejo, da ereção e da facilitação do orgasmo.
Embora com tantos benefícios, algumas pessoas
se sentem intimidadas com esses brinquedos de adultos. Até porque há uma
atmosfera de mitos sobre eles. E a melhor coisa para que se tire conclusões
mais conscientes a respeito de qualquer assunto é o conhecimento e o
esclarecimento. Então, vamos desmistificá-los!
MITO: Os brinquedos eróticos deixam o
sexo “artificial”.
VERDADE: Talvez o correto seja dizer que
eles apimentem a relação. Desde que ambos os parceiros estejam de acordo, não
há mal nenhum em usá-los para quebrar a rotina.
Fonte: http://www.soap.com/p/lelo-insignia-lyla-deep-rose-789235
MITO: Os brinquedos eróticos viciam.
VERDADE: A palavra vício é pejorativa,
portanto não considero adequada. Se através do brinquedo erótico o prazer
aumente é natural que eles sejam recrutados com mais frequência. Mas isso não
significa vício.
MITO: Os brinquedos eróticos são usados
apenas quando a relação não vai bem.
VERDADE: Talvez seja justo ao
contrário. Quando há cumplicidade e quando tudo vai bem, ninguém vai ficar
encucado com o brinquedo. O casal irá aproveitar seu benefício e curtir
juntos.
Fonte: http://we-vibe.com/
MITO: As mulheres substituem seus
parceiros pelo brinquedo sexual.
VERDADE: Talvez seja o maior receio de
alguns homens. Se 1/3 das mulheres não têm orgasmo, acho que é hora de pensar
em mais maneiras de incentivar a mulher e um dos meios é justamente através dos
brinquedos que podem estimular o clitóris (órgão exclusivamente ligado ao
prazer) enquanto ocorre a penetração vaginal.
MITO: As pessoas que usam brinquedos
eróticos são vulgares.
VERDADE:
Está aí algo que devemos refletir, não só em relação aos brinquedos, mas em
relação à sexualidade em si. Afinal, sexo
é bom ou ruim? Por que tudo que está envolvido com sexo e sexualidade ainda
gera tantos tabus e preconceitos? Se
formos levar ao pé da letra a palavra vulgar, que
significa algo popular e usual, acho que os brinquedos ainda precisam de mais
tempo para serem apenas mais uma escolha para fugir da rotina, incrementando o
prazer.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Dor na Relação Sexual (Dispareunia): Os homens precisam saber mais
A
dor no ato sexual é denominada “dispareunia” e atinge cerca de dois terços
das mulheres durante sua vida. Ela é causa de grandes transtornos na esfera
sexual e psicológica, interferindo negativamente na autoestima, nos
relacionamentos amorosos e na qualidade de vida dessas mulheres.
A dor pode ocorrer em qualquer idade:
no início da vida sexual, no climatério ou na menopausa. Pode ser aguda,
espasmódica ou acompanhada de ardência. Pode se apresentar na vulva, na vagina,
na região pélvica ou no abdômen.
Apesar da dispaurenia interferir
negativamente no desejo, na excitação, no prazer sexual e no orgasmo, pesquisas
demonstram que é alto o número de mulheres adultas que têm relações sexuais
dolorosas com frequência, muitas vezes motivadas pelo medo de perder o
parceiro. Muitas
mulheres relatam que o parceiro não entende a queixa, o que leva a um
questionamento das relações e conflitos.
Por outro lado, em muitos casos a mulher acaba evitando o ato
sexual ou abstendo-se de todas as formas de contato físico, com implicações e
até reclusão das relações.
O
parceiro da mulher com dispareunia deve encarar o problema como do casal, sendo
compreensivo e sensível; auxiliando-a na busca por tratamentos que a acolham e
a ajudem a superar o problema.
As Causas
A dispareunia pode ser causada por fatores físicos ou
psicológicos e normalmente são vários os fatores causadores, não havendo um
fator isolado. Destaco a importância de um auxílio psicológico profissional que
pode ser para a mulher, mas é interessante pensar na possibilidade do casal
realizar junto esse tratamento.
Então vamos a algumas causas da dispareunia:
Causas Físicas
- Lubrificação vaginal inadequada;
- Inflamação e infecção genitais, tais como candidíase, tricomoníase, etc;
- Deficiência estrogênica, que geralmente ocorre depois da menopausa e ocasiona secura vaginal;
- Endometriose;
- Episiotomia (incisão na região do períneo para “facilitar”o parto) ;
- Pontos para reparar a ruptura dos tecidos depois do parto;
- Radioterapia, pois pode produzir alterações nos tecidos que fazem com que as relações sexuais sejam dolorosas.
- Vaginismo que é contração involuntária dos músculos do períneo, quando é tentada a penetração vaginal com pênis, dedo, tampão ou espéculo;
- Vulvodínia que é a dor e ardência sentida na região vulvar de forma espontânea ou provocada pelo toque, penetração do pênis e até pelo contato de algumas substâncias ou o uso de roupas apertadas nessa região;
- Infecção urinária (cistite) e cistite intersticial.
Causas Psicológicas
- Crenças religiosas muito rígidas;
- Educação repressora;
- Traumas infantis relacionados à sexualidade;
- Medos e tabus quanto ao contexto sexual;
- Medo de machucar o bebê, durante a gestação;
- Sentimento de culpa na vivência da sexualidade;
- Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável.
Os Tratamentos
O tratamento para
dispareunia deve ser interdisciplinar e dependendo do caso pode contar com
vários profissionais como o ginecologista, o psicólogo/sexólogo, o
fisioterapeuta pélvico, o endocrinologista e o nutricionista.
Como a Fisioterapia pélvica pode ajudar?
Para
uma melhor compreensão vou separar quais as causas e qual o tratamento proposto
pela fisioterapia.
A fisioterapia
pélvica trata de algumas causas da dispareunia como o vaginismo e a vulvodínia.
Isto é realizado através de exercícios de relaxamento respiratório e pélvico e
dos alongamentos dos músculos pelvi-perineais. Também são utilizados o
biofeedback (um aparelho que ajuda a identificar a tensão e a controlá-la), a
eletroanalgesia (aparelho usado para combater a dor) e os dilatadores
(dispositivos para auxiliar no alongamento dos músculos perineais).
Algumas outras causas da dispareunia também
tem abordagem da fisioterapia pélvica como no caso da episiotomia (corte dado
no períneo para saída do bebê) e também nos pontos da laceração ocorrida nos
partos vaginais sem cortes.
Em
ambos os casos relaxamos o tecido e flexibilizamos a cicatriz para evitar dor
no retorno da atividade sexual. Também utilizamos a eletroanalgesia no combate da
dor.
Nas
mulheres que passaram por radioterapia na região pélvica, o tratamento será
muito importante para melhorar a flexibilidade do tecido vaginal e isto é
alcançado através da massagem perineal, do uso de dilatadores e de exercícios
pélvicos.
Outro caso que atuamos é quando há diminuição
das taxas do estrogênio no climatério e principalmente na menopausa. Este fato
pode provocar o aparecimento da incontinência urinária, devido ao relaxamento
da uretra e também dores na relação sexual causadas pelo ressecamento vaginal.
Por isso é importante o trabalho da
fisioterapia para resgatar o vigor da musculatura perineal, evitando a
incontinência, além do alongamento e relaxamento perineal evitando a
dispareunia. Este tratamento deve ser realizado junto ao ginecologista que verá
a necessidade de repor o estrogênio vaginal.
E por último
destaco a importância da abordagem fisioterapêutica numa enfermidade de difícil
diagnóstico e tratamento, a cistite intersticial, hoje denominada Síndrome da
Bexiga Dolorosa (SBD).
A fisioterapia
atua relaxando e alongando a musculatura pélvica, através da eletroanalgesia e
da terapia manual, além do uso do biofeedback, citado anteriormente.
Então homens,
agora que vocês entenderam mais, participem ativamente do tratamento de suas
parceiras. Juntos vocês serão mais fortes!
PS: Não posso
deixar de agradecer a todos os homens que vieram junto com suas companheiras ao
meu consultório nesses quatorze anos de fisioterapia pélvica. A
participação de vocês é muito importante para a melhora e o processo de cura.
Muito obrigada pela confiança de todos e todas as minhas queridas pacientes.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
ESPECIAL DIA DAS MÃES
Por que a FISIOTERAPIA
PÉLVICA deveria ser indicação OBRIGATÓRIA no pré-parto e no pós –parto?
No
início deste ano, o Ministério da Saúde divulgou uma resolução que estabelece
normas para o estímulo ao parto normal. Segundo ele, hoje no Brasil, o número
de cesarianas chega a 84% na rede particular. E na rede pública este número é
menor, cerca de 40%. Com a nova medida, o país caminha para um novo cenário,
ter boa parte de seus bebês nascidos através do parto natural. Com isso, as
gestantes terão uma nova necessidade, o tratamento com a fisioterapia
pélvica, que prepara a mulher para o parto natural.
A gestação é um
período mágico onde a mulher experimenta a plenitude feminina e passa por
grandes transformações e modificações fisiológicas. E para que esta fase traga
o máximo de prazer, com saúde e bem estar a gestante precisa estar em dia com
seu pré-natal junto a seu obstetra e deveria também realizar a fisioterapia
pélvica.
Pode até parecer uma novidade, mas este tipo de fisioterapia
já é utilizada em diversos aspectos e tem um papel fundamental na preparação
para o parto natural e também no alívio de diferentes sintomas durante a
gravidez, como a incontinência urinária. Cerca de 40% das gestantes apresentam
um ou mais episódios de incontinência durante a gestação ou logo após o parto.
Com a fisioterapia, que reforça os músculos perineais, ocorre uma
diminuição da perda de urina.
Além disso, a fisioterapia pélvica se torna
uma grande aliada contra um dos maiores temores da gestante durante o parto
natural, a episiotomia (corte na região do períneo). O tratamento evita essa
prática e deixa região pélvica mais preparada para a saída do bebê.
Os exercícios realizados pela fisioterapia
pélvica não se limitam apenas aos músculos do assoalho pélvico (músculos
perineais). Além disso, eles são adaptados para a gestante e respeitam a sua
idade gestacional. Portanto são realizados exercícios que incrementam o
metabolismo e a respiração, fortalecem músculos e articulações, diminuem o
inchaço das pernas e proporcionam bem estar. E se a mãe se sente bem, isso é
transmitido ao bebê, sendo bom e saudável para ambos.
Já para
o períneo, o tratamento é indolor e feito diretamente sobre os músculos
perineais. O períneo é aquele conjunto de músculos que se estende na mulher do clitóris
até o ânus e que possuem as funções de sustentação das vísceras, de controle da
micção e da evacuação, como falei no primeiro post. Também é uma região muito
importante para uma vida sexual saudável.
A
fisioterapia pélvica também auxilia no pós-parto
e ajuda na recuperação da mamãe. Além de prevenir ou tratar possíveis sequelas
do parto como a formação de aderências cicatriciais, diástase (separação) dos
músculos retos abdominais e também prepara a musculatura perineal para o
retorno da função sexual sem dor.
Confira aqui os principais
benefícios da fisioterapia pélvica para gestantes:
No pré-parto:
- Diminuição dos
desconfortos lombares
- Diminuição dos inchaços
- Melhora da capacidade
respiratória
- Relaxamento muscular
- Prevenção das
incontinências urinária e fecal
No parto:
- Evita episiotomia (corte
na região do períneo).
- Diminui o tempo de
expulsão do bebê
- Auxilia a respiração
- Evita danos ao períneo
No pós-parto:
- Melhora a flacidez do
períneo
- Fortalecimento da
musculatura abdominal
- Evita dor durante a
relação sexual
- Prevenção e/ou tratamento
das incontinências urinária e fecal
- Orientação sobre o
retorno a prática de exercícios
Parabéns a todas as mamães, as futuras mamães, as mãedrastas e a todas as mulheres que desempenham esse papel tão lindo! Me despeço com uma imagem minha com minha amada mãe.
Beijos a todos e até a próxima!
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Como controlar e identificar os músculos do
Assoalho Pélvico?
Os músculos
do assoalho pélvico (ou períneo) são responsáveis pelo controle urinário e
fecal, pelo suporte dos órgãos pélvicos, pela função sexual e parte da função
obstétrica. Apesar disso, 30% das mulheres não conseguem discernir entre seus
músculos do assoalho pélvico, o que pode levá-las a contrair outros músculos,
como os glúteos, músculos das coxas e abdominais. Abaixo vou dar 3 dicas que a
ajudarão a reconhecer esta área tão importante.
Vamos
começar pela identificação
de seu períneo. Você
conhece esses músculos? Você já viu esta área?
Se não,
chegou a hora de ser apresentada a eles. Atenção às dicas:
1.
Visualize
o seu períneo com um espelho
Sentada na beira de uma cadeira e
usando um espelho, visualize o seu períneo. É a área que vai do clitóris ao ânus.
Separe os
lábios da vagina e faça uma contração dessa área (contraia o ânus como se fosse
prender um gás). Não prenda o ar!
Conseguiu? Se não, faça o teste abaixo.
2. O Teste "stop pipi"
Neste teste
você irá parar o fluxo de urina quando estiver urinando. Isso não é um exercício, mas um meio para ajudar a identificar a
sensação gerada pelos músculos do assoalho pélvico.
Dica: Faça esse teste apenas uma vez por mês para
descobrir o nível de controle do seu períneo.
3. Sentindo o seu períneo
Após lavar
as mãos, coloque dois dedos em sua vagina a 3 centímetros de profundidade. Tente apertar seus dedos
através da contração dos músculos do assoalho pélvico. Se nada acontecer ou se a pressão for baixa, pode ser que você não
esteja executando o exercício corretamente ou os músculos estão muito fracos.
Dica: Se não houver nenhuma atividade muscular
perceptível ou a introdução for dolorosa, procure um fisioterapeuta especializado
em uroginecologia (fisioterapia pélvica).
Agora é com vocês! Bom trabalho e até a próxima!
quarta-feira, 8 de abril de 2015
MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO, SEJAM BEM VINDOS!
Olá amigos e amigas,
Nossa.... estou muito feliz, pois venho há muito tempo querendo abrir esse canal para levar informações e dicas sobre a fisioterapia pélvica a vocês. Então, sejam muito bem vindos!
Então vamos começar do início (rs) e falando desses músculos cada vez mais conhecidos por todos nós: os músculos do assoalho pélvico ou músculos perineais. Bem, trata-se de músculos muito importantes, pois são responsáveis pela sustentação dos órgãos pélvicos, pelo controle urinário e fecal, pela função sexual e também por parte da função obstétrica.
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