Este blog se destina a conscientizar e a orientar a mulher (e aos homens antenados) sobre a importância da fisioterapia pélvica na saúde e sexualidade feminina. Temas como prazer, vaginismo, vulvodinia, orgasmo, gravidez, pós- parto, menopausa, incontinências urinária e fecal entre outros serão abordados com a visão fisioterapêutica. Então, se você quer conhecer um pouco mais de si própria seja bem vinda!
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Olá mulherada, esse vídeo sobre a Dor na Relação Sexual (dispareunia) é o início de uma história que vem sendo pensada, discutida e planejada com muita alma e todo meu coração. É o primeiro de uma série de vídeos para a construção do meu canal no YouTube. Mas quero fazer isso junto com vocês! Escrevam o que acham. Críticas e sugestões são super bem vindas! Vai, escreve aí! É rapidinho! Bjs
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Vamos ajudar mulheres que sentem dor na relação sexual?
Oi meninas,
Esse projeto foi idealizado com a motivação que vem do meu coração em ajudar e dar uma orientação as mulheres que sentem dor ou desconforto na relação sexual.
Sexo deve ser sinônimo de prazer e é um importante ingrediente para nossa qualidade de vida.Então, peço que divulguem para que façamos mais mulheres e mais casais felizes em sua plenitude!
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Oi meninas,
Tudo bem?
Esse é o nosso último encontro! Lembrando que é gratuito e destinados a mulheres com vulvodínia e vaginismo ou com dor na relação sexual.
Dessa vez o assunto a ser abordado será: "Sexo: como eu penso nele e como mantenho minha libido sentindo dor?"
Venham e vamos conversar muito a respeito desse tema para você terminar o ano com o pé direito!
Bjs e espero vocês no dia 18 de novembro ( quarta-feira) às 19:00.
Tudo bem?
Esse é o nosso último encontro! Lembrando que é gratuito e destinados a mulheres com vulvodínia e vaginismo ou com dor na relação sexual.
Dessa vez o assunto a ser abordado será: "Sexo: como eu penso nele e como mantenho minha libido sentindo dor?"
Venham e vamos conversar muito a respeito desse tema para você terminar o ano com o pé direito!
Bjs e espero vocês no dia 18 de novembro ( quarta-feira) às 19:00.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
Mitos e Verdades sobre os Brinquedos Eróticos
Os brinquedos eróticos não são novidade ou
algo apenas da civilização contemporânea. Eles remontam da pré-história e se
mantém mais vivos que nunca na atualidade, embora ainda cercados de tabus. Muitas
pessoas se sentem constrangidas em adquiri-los, não sabem muito a respeito e
perdem a oportunidade de usar um instrumento que pode ser de grande auxilio no autoconhecimento e na busca do prazer. Além disso,
muitos acreditam que o sexo passa a ser artificial ou temem ser substituídos
pelo vibrador.
Mas esse cenário está mudando. Segundo duas
pesquisas americanas publicadas no The Journal
of Sexual Medicine com mais de 3.000 americanos homens e mulheres entre
18 e 60 anos, descobriu-se que cerca de 53% das mulheres e quase metade dos
homens relataram uso de brinquedos eróticos, seja
sozinho ou com parceria (o). As pesquisas ainda concluíram que o uso de
brinquedos eróticos está associado a uma melhor função sexual, refletindo na
melhora do desejo, da ereção e da facilitação do orgasmo.
Embora com tantos benefícios, algumas pessoas
se sentem intimidadas com esses brinquedos de adultos. Até porque há uma
atmosfera de mitos sobre eles. E a melhor coisa para que se tire conclusões
mais conscientes a respeito de qualquer assunto é o conhecimento e o
esclarecimento. Então, vamos desmistificá-los!
MITO: Os brinquedos eróticos deixam o
sexo “artificial”.
VERDADE: Talvez o correto seja dizer que
eles apimentem a relação. Desde que ambos os parceiros estejam de acordo, não
há mal nenhum em usá-los para quebrar a rotina.
Fonte: http://www.soap.com/p/lelo-insignia-lyla-deep-rose-789235
MITO: Os brinquedos eróticos viciam.
VERDADE: A palavra vício é pejorativa,
portanto não considero adequada. Se através do brinquedo erótico o prazer
aumente é natural que eles sejam recrutados com mais frequência. Mas isso não
significa vício.
MITO: Os brinquedos eróticos são usados
apenas quando a relação não vai bem.
VERDADE: Talvez seja justo ao
contrário. Quando há cumplicidade e quando tudo vai bem, ninguém vai ficar
encucado com o brinquedo. O casal irá aproveitar seu benefício e curtir
juntos.
Fonte: http://we-vibe.com/
MITO: As mulheres substituem seus
parceiros pelo brinquedo sexual.
VERDADE: Talvez seja o maior receio de
alguns homens. Se 1/3 das mulheres não têm orgasmo, acho que é hora de pensar
em mais maneiras de incentivar a mulher e um dos meios é justamente através dos
brinquedos que podem estimular o clitóris (órgão exclusivamente ligado ao
prazer) enquanto ocorre a penetração vaginal.
MITO: As pessoas que usam brinquedos
eróticos são vulgares.
VERDADE:
Está aí algo que devemos refletir, não só em relação aos brinquedos, mas em
relação à sexualidade em si. Afinal, sexo
é bom ou ruim? Por que tudo que está envolvido com sexo e sexualidade ainda
gera tantos tabus e preconceitos? Se
formos levar ao pé da letra a palavra vulgar, que
significa algo popular e usual, acho que os brinquedos ainda precisam de mais
tempo para serem apenas mais uma escolha para fugir da rotina, incrementando o
prazer.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Dor na Relação Sexual (Dispareunia): Os homens precisam saber mais
A
dor no ato sexual é denominada “dispareunia” e atinge cerca de dois terços
das mulheres durante sua vida. Ela é causa de grandes transtornos na esfera
sexual e psicológica, interferindo negativamente na autoestima, nos
relacionamentos amorosos e na qualidade de vida dessas mulheres.
A dor pode ocorrer em qualquer idade:
no início da vida sexual, no climatério ou na menopausa. Pode ser aguda,
espasmódica ou acompanhada de ardência. Pode se apresentar na vulva, na vagina,
na região pélvica ou no abdômen.
Apesar da dispaurenia interferir
negativamente no desejo, na excitação, no prazer sexual e no orgasmo, pesquisas
demonstram que é alto o número de mulheres adultas que têm relações sexuais
dolorosas com frequência, muitas vezes motivadas pelo medo de perder o
parceiro. Muitas
mulheres relatam que o parceiro não entende a queixa, o que leva a um
questionamento das relações e conflitos.
Por outro lado, em muitos casos a mulher acaba evitando o ato
sexual ou abstendo-se de todas as formas de contato físico, com implicações e
até reclusão das relações.
O
parceiro da mulher com dispareunia deve encarar o problema como do casal, sendo
compreensivo e sensível; auxiliando-a na busca por tratamentos que a acolham e
a ajudem a superar o problema.
As Causas
A dispareunia pode ser causada por fatores físicos ou
psicológicos e normalmente são vários os fatores causadores, não havendo um
fator isolado. Destaco a importância de um auxílio psicológico profissional que
pode ser para a mulher, mas é interessante pensar na possibilidade do casal
realizar junto esse tratamento.
Então vamos a algumas causas da dispareunia:
Causas Físicas
- Lubrificação vaginal inadequada;
- Inflamação e infecção genitais, tais como candidíase, tricomoníase, etc;
- Deficiência estrogênica, que geralmente ocorre depois da menopausa e ocasiona secura vaginal;
- Endometriose;
- Episiotomia (incisão na região do períneo para “facilitar”o parto) ;
- Pontos para reparar a ruptura dos tecidos depois do parto;
- Radioterapia, pois pode produzir alterações nos tecidos que fazem com que as relações sexuais sejam dolorosas.
- Vaginismo que é contração involuntária dos músculos do períneo, quando é tentada a penetração vaginal com pênis, dedo, tampão ou espéculo;
- Vulvodínia que é a dor e ardência sentida na região vulvar de forma espontânea ou provocada pelo toque, penetração do pênis e até pelo contato de algumas substâncias ou o uso de roupas apertadas nessa região;
- Infecção urinária (cistite) e cistite intersticial.
Causas Psicológicas
- Crenças religiosas muito rígidas;
- Educação repressora;
- Traumas infantis relacionados à sexualidade;
- Medos e tabus quanto ao contexto sexual;
- Medo de machucar o bebê, durante a gestação;
- Sentimento de culpa na vivência da sexualidade;
- Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável.
Os Tratamentos
O tratamento para
dispareunia deve ser interdisciplinar e dependendo do caso pode contar com
vários profissionais como o ginecologista, o psicólogo/sexólogo, o
fisioterapeuta pélvico, o endocrinologista e o nutricionista.
Como a Fisioterapia pélvica pode ajudar?
Para
uma melhor compreensão vou separar quais as causas e qual o tratamento proposto
pela fisioterapia.
A fisioterapia
pélvica trata de algumas causas da dispareunia como o vaginismo e a vulvodínia.
Isto é realizado através de exercícios de relaxamento respiratório e pélvico e
dos alongamentos dos músculos pelvi-perineais. Também são utilizados o
biofeedback (um aparelho que ajuda a identificar a tensão e a controlá-la), a
eletroanalgesia (aparelho usado para combater a dor) e os dilatadores
(dispositivos para auxiliar no alongamento dos músculos perineais).
Algumas outras causas da dispareunia também
tem abordagem da fisioterapia pélvica como no caso da episiotomia (corte dado
no períneo para saída do bebê) e também nos pontos da laceração ocorrida nos
partos vaginais sem cortes.
Em
ambos os casos relaxamos o tecido e flexibilizamos a cicatriz para evitar dor
no retorno da atividade sexual. Também utilizamos a eletroanalgesia no combate da
dor.
Nas
mulheres que passaram por radioterapia na região pélvica, o tratamento será
muito importante para melhorar a flexibilidade do tecido vaginal e isto é
alcançado através da massagem perineal, do uso de dilatadores e de exercícios
pélvicos.
Outro caso que atuamos é quando há diminuição
das taxas do estrogênio no climatério e principalmente na menopausa. Este fato
pode provocar o aparecimento da incontinência urinária, devido ao relaxamento
da uretra e também dores na relação sexual causadas pelo ressecamento vaginal.
Por isso é importante o trabalho da
fisioterapia para resgatar o vigor da musculatura perineal, evitando a
incontinência, além do alongamento e relaxamento perineal evitando a
dispareunia. Este tratamento deve ser realizado junto ao ginecologista que verá
a necessidade de repor o estrogênio vaginal.
E por último
destaco a importância da abordagem fisioterapêutica numa enfermidade de difícil
diagnóstico e tratamento, a cistite intersticial, hoje denominada Síndrome da
Bexiga Dolorosa (SBD).
A fisioterapia
atua relaxando e alongando a musculatura pélvica, através da eletroanalgesia e
da terapia manual, além do uso do biofeedback, citado anteriormente.
Então homens,
agora que vocês entenderam mais, participem ativamente do tratamento de suas
parceiras. Juntos vocês serão mais fortes!
PS: Não posso
deixar de agradecer a todos os homens que vieram junto com suas companheiras ao
meu consultório nesses quatorze anos de fisioterapia pélvica. A
participação de vocês é muito importante para a melhora e o processo de cura.
Muito obrigada pela confiança de todos e todas as minhas queridas pacientes.
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